O governo dos Estados Unidos confirmou, neste sábado (3), a prisão de Nicolás Maduro em uma operação militar de grande escala realizada em Caracas. Segundo autoridades norte-americanas, o líder venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados durante uma ofensiva aérea e terrestre e já se encontram em solo americano, onde devem responder à Justiça.
A ação, denominada Operação “Amanhecer”, teria envolvido forças especiais dos EUA e atingido alvos estratégicos na capital venezuelana e em outras regiões do país. De acordo com informações divulgadas pelo Pentágono, Maduro foi detido em sua residência oficial no Forte Tiuna, principal complexo militar de Caracas.
Testemunhas relataram explosões no porto de La Guaira e movimentação intensa de tropas. Horas depois, o Departamento de Justiça dos EUA informou que Maduro foi transportado de helicóptero até um navio militar e, posteriormente, levado de avião para a base aérea Stewart Air National Guard Base, em Nova York.
Acusações
O indiciamento apresentado pela procuradora-geral dos EUA, Pamela Bondi, acusa Maduro e Cilia Flores de:
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Conspiração para narcoterrorismo, por suposta liderança do Cartel de los Soles;
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Importação de cocaína com destino aos Estados Unidos;
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Posse e uso de armas de guerra, incluindo metralhadoras e explosivos.
Desde o início de 2025, o governo americano oferecia recompensa de US$ 25 milhões por informações que levassem à captura de Maduro.
Reações e cenário na Venezuela
Na Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez classificou a ação como “sequestro” e “invasão ilegal”, exigindo a libertação imediata de Maduro. Já no cenário internacional, líderes europeus celebraram a prisão como um possível passo para a transição democrática, enquanto países da América Latina demonstraram preocupação com a soberania venezuelana e a estabilidade regional.
Em Caracas, o clima é de tensão, com registros de comemorações por parte da oposição e protestos de apoiadores do regime chavista.
O que vem a seguir
Segundo o governo dos EUA, Nicolás Maduro deve ser apresentado a um tribunal federal em Manhattan nos próximos dias. Especialistas comparam o caso à prisão do ex-ditador panamenho Manuel Noriega, em 1989.
Na Venezuela, a ausência do líder levanta incertezas sobre o comando das Forças Armadas e os rumos políticos do país nos próximos dias.


