sábado, março 7, 2026
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‘Queremos apenas o que é nosso’: Doca do Carvão faz apelo por área herdada desde 1928

Durante entrevista ao programa Tribuna do Povo, na Rádio Prado FM, o pequeno produtor Arlindo Gomes Gonçalves, conhecido como Doca do Carvão, fez um apelo público por justiça na disputa envolvendo a Fazenda Jacarandá de Cima, localizada no município de Alcobaça. Segundo ele, a área de 477 hectares pertence à sua família desde 1928, quando seus avós faleceram, deixando a terra como herança.

De acordo com Doca, a empresa Suzano estaria plantando eucalipto na propriedade há cerca de 32 anos, gerando um longo processo judicial que já se arrasta por sete anos. “Eles declaram que a terra é nossa e o eucalipto é deles”, afirmou. O produtor relata que, mesmo com a disputa ainda sob análise do Judiciário, a empresa continua explorando a área.

O agricultor também denunciou uma suposta ordem repassada pelo delegado de Alcobaça, que teria ameaçado prender qualquer membro da família que permanecesse na fazenda. Doca contesta a atuação policial: “Quero dizer para o povo e para a justiça que o delegado não tem nada a ver lá. A terra está na mão do juiz. Esse processo está há mais de ano em cima da mesa aguardando despacho”.

Ele afirma possuir toda a documentação que comprova a posse histórica da família, incluindo registros de 1928 e comprovantes de pagamento de impostos ao longo das décadas. “Nós queremos nossa terra de volta, porque é dela que tiramos o pão de cada dia. Não vamos desistir, porque é nosso direito”, destacou.

Segundo Doca, a área que a empresa reconhece como pertencente à família corresponde a apenas cerca de 8 hectares, onde ficam sua casa e seu plantio, enquanto o restante da fazenda estaria sendo ocupado irregularmente. Ele pede celeridade na análise judicial e reforça que não busca conflito, apenas o cumprimento da lei: “Queremos que a justiça seja feita. Não queremos questão, só queremos o que é nosso”.

Ao final da entrevista, o pequeno produtor agradeceu o espaço na Rádio Prado FM e reafirmou seu desejo de uma solução definitiva. “Que Deus abençoe. Espero que a decisão venha logo, para que toda a família possa se alegrar com o que é de direito”, concluiu.

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