O nome de Uldurico Alves Pinto surge em uma delação que detalha um suposto esquema de pagamento de R$ 2 milhões para viabilizar a fuga de presos do Conjunto Penal de Eunápolis. As informações fazem parte de investigações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia, Polícia Federal e GAECO no âmbito da Operação Duas Rosas.
De acordo com os elementos apurados, Uldurico Alves Pinto teria recebido R$ 200 mil em espécie dentro de uma caixa de sapato. Após a conferência do valor, ele teria ficado com R$ 150 mil e repassado o restante para depósitos ligados ao filho, Uldurico Júnior, apontado como intermediador das negociações.
As investigações indicam que Uldurico Júnior teria atuado diretamente na articulação com lideranças criminosas para facilitar a fuga registrada em dezembro de 2024. Inicialmente, o acordo previa a retirada de dois detentos, mas a ação terminou com a evasão de 16 presos, entre eles Ednaldo Pereira de Souza, apontado como liderança do chamado Primeiro Comando de Eunápolis.
O material investigativo também menciona o nome de Geddel Vieira Lima, citado como “chefe” nas conversas analisadas. Codinomes foram utilizados para se referir aos envolvidos, como “Galego”, associado a Uldurico Júnior, e “Dina”, relacionado a Ednaldo.
Segundo os relatos, parte do dinheiro foi entregue no dia 4 de novembro de 2024, no bairro Juca Rosa, sendo posteriormente levada até o bairro Santa Rita, em Teixeira de Freitas, onde teria sido repassada a Uldurico Alves Pinto.
Fonte: Sigaanotícia


