quarta-feira, maio 27, 2026
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Bahia concentra cidades mais violentas do país e Salvador lidera ranking entre capitais, aponta Atlas da Violência 2026

Salvador registrou, em 2024, a maior taxa de homicídios entre todas as capitais brasileiras, segundo dados do Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A capital baiana alcançou o índice de 52,7 mortes por 100 mil habitantes, ficando à frente de cidades como Maceió, Macapá, Recife e Fortaleza. O número é quase o dobro da média nacional das capitais, que ficou em 26,6 homicídios por 100 mil habitantes.

O levantamento mostra ainda que a taxa registrada em Salvador é mais de cinco vezes superior à de Florianópolis, capital com o menor índice do país, com 9,7 mortes por 100 mil habitantes. Outras capitais que apresentaram índices mais baixos foram o Distrito Federal, Curitiba, Goiânia e São Paulo. Apesar do cenário preocupante, a capital baiana apresentou uma redução de 8,5% nos homicídios ao longo da última década. Em 2024, Salvador contabilizou ainda 49 homicídios ocultos estimados, número considerado baixo diante dos 1.539 registrados em São Paulo.

O Atlas da Violência também revelou que seis cidades baianas estão entre os municípios com mais de 100 mil habitantes mais violentos do Brasil. Jequié aparece como a segunda cidade mais violenta do país, com taxa de 79,4 mortes por 100 mil habitantes. Também figuram na lista Juazeiro, Feira de Santana, Porto Seguro, Simões Filho e Camaçari, reforçando o cenário de forte pressão da criminalidade tanto na Região Metropolitana de Salvador quanto no interior do estado.

Em todo o estado da Bahia, o Atlas da Violência apontou queda de 9,8% no número de homicídios entre 2014 e 2024. Os registros passaram de 7.006 casos para 6.316 no período analisado. Mesmo com a redução, a Bahia segue com a terceira maior taxa de homicídios do Brasil, com 42,6 mortes por 100 mil habitantes, atrás apenas do Amapá e do Ceará. O estudo foi elaborado com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ambos do Ministério da Saúde.

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