A morte da turista mineira Maria Aparecida Ferreira de Souza, de 51 anos, no último sábado (6), em uma praia da Orla Norte de Porto Seguro, reacendeu o alerta sobre os riscos das correntes de retorno — fenômeno natural comum em trechos do litoral e apontado como possível causa do afogamento.
Moradora de Montes Claros (MG), Maria Aparecida estava de férias na Costa do Descobrimento com o marido, as duas filhas e o genro. Ela entrou no mar na altura da barraca Malibu, acompanhada da família, mas foi arrastada pela força da água. Mesmo sabendo nadar, não conseguiu retornar à margem. Banhistas tentaram o resgate e realizaram os primeiros socorros até a chegada do Samu, mas a vítima não resistiu.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Porto Seguro e, após a necropsia, liberado para translado a Minas Gerais, onde a vítima atuava como trabalhadora autônoma.
A tragédia evidencia novamente a falta de segurança e sinalização nas praias da região. Porto Seguro, embora possua uma extensa faixa litorânea e receba grande fluxo de turistas, não conta com salva-vidas fixos. O Corpo de Bombeiros atua com efetivo reduzido, e muitos pontos da orla carecem de sinalização de risco, o que aumenta a vulnerabilidade de banhistas, especialmente visitantes que desconhecem as condições do mar.


