O senador Flávio Bolsonaro (PL) teria chegado aos Estados Unidos na terça-feira (27), acompanhado da esposa, Fernanda, e das duas filhas, dois dias após a derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, uma autoridade da Casa Branca confirmou que o governo Donald Trump tinha conhecimento da viagem e concederia vistos ao parlamentar e à família. Aliados chegaram a mencionar a possibilidade de asilo político, mas essa informação não foi confirmada oficialmente.
A viagem teria sido decidida após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinar o recolhimento dos passaportes brasileiro e italiano do senador. A Polícia Federal cancelou o documento brasileiro após o descumprimento da decisão judicial e emitiu um alerta para monitorar as fronteiras. Segundo relatos citados pela imprensa, a operação teria contado com a participação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Até o momento, porém, não há confirmação independente de todos os detalhes da suposta operação.
Flávio Bolsonaro é investigado em dois procedimentos criminais relacionados a suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master e possíveis desvios de recursos do INSS. Entre as apurações estão suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, que o senador nega. A viagem ocorre em meio a um cenário de incertezas políticas e jurídicas, enquanto as investigações seguem seu curso. As suspeitas mencionadas não equivalem a uma condenação judicial.


