A cidade de Prado será o centro das atenções institucionais no Extremo Sul da Bahia entre os dias 23 e 27 de março, com a chegada de uma força-tarefa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). O município sediará, no Salão do Júri do Fórum de Prado, uma série de reuniões e visitas técnicas voltadas à mediação do conflito fundiário entre produtores rurais e a comunidade indígena Pataxó, na área da Terra Indígena Comexatibá.
A iniciativa busca conter a escalada de tensão em uma disputa que se arrasta há anos e que tem transformado a zona entre Prado e Cumuruxatiba em palco de confrontos, denúncias de invasões, ameaças e episódios de violência. A atuação do Judiciário foi motivada pela dificuldade de cumprimento de uma ordem de reintegração de posse sem o risco de agravamento do cenário, o que levou à intervenção do CNJ.
Em Prado, a comitiva será coordenada pelo juiz federal Raimundo Bezerra Mariano Neto, com apoio da estrutura disponibilizada pelo diretor da comarca, Dr. Gustavo Vargas Quinamo. A programação inclui reuniões com representantes da OAB, Ministério Público, Defensoria Pública e Funai, além de inspeções nas áreas em disputa.
A expectativa é que a mobilização em Prado contribua para a construção de caminhos de diálogo, segurança jurídica e pacificação social, em uma tentativa de devolver estabilidade à região e criar condições para a retomada do desenvolvimento econômico local.


